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Como identificar modinhas (e não cair nelas de para-quedas)!

sofativismo em sua essência.
sofativismo em sua essência.

Em tempos de cybercurrais e muito sofativismo, nada mais sintomático do que a manifestação inflamada de gente que, de uma hora pra outra, se torna advogada de uma causa.

É errado defender uma causa? De forma alguma. Desde a preservação das matas ohanianas até a extinção dos terríveis pedintes de vida para candy crush, toda causa merece ser defendida.

A pergunta é: você sabe o que está defendendo? Você estudou sobre a causa que passou a defender depois da matéria no último Profissão Repórter? Se a resposta for não ou mesmo um singelo ‘mais ou menos’, você caiu numa modinha e as chances de falar merda são enormes.

Veganismo, feminismo, adoção de animais, salvar crianças bruxas na África, vida minimalista, simplicidade voluntária, budismo etc. são assuntos sérios, que contam com uma galera séria lutando por ideais nobres (em sua maioria) e não precisam de deslumbradinhos mostrando mamilos verbais em discussões e proselitismo que deixaria o mais aguerrido testemunha de Jeová de saco cheio.

Isso vale tanto para redes sociais, fb, twitter, instagram, quanto para blogs, sites, festinhas e outras manifestações no conforto do seu sofá-cama.

Enfim, este não é um texto contra o ativismo social, contra a busca e a defesa de causas importantes. É um singelo toque: não é porque você acabou de descobrir um tema importante para sua vida (a menos que sejam as unhas anti-apartheid) que você se tornou especialista nele para dar conselhos e cagar regras que ainda nem conseguiu compreender, quanto mais seguir.

Ativismo, querido recém-chegado, é mais que modinha, é mais que discurso; é ação constante e coerente.

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