Contos, crônicas e outras coisas Fé e espiritualidade

Respeitem meu direito de não adorar seus ídolos gospel

Gosto é igual castanha de caju [cada um sabe como rimar]

Uma das grandes certezas da vida democrática é a liberdade de opinião e de expressar essa mesma opinião. Amo a não obrigatoriedade de gostar de algo. Não ser obrigado sequer a explicar minha opinião é dos meus favoritos direitos. Tenho para mim que está é a vantagem ímpar do capitalismo sobre os sistemas adversários. Como disse Max Gehringer, “o capitalismo é o único sistema que permite que você fale mal dele”.

Em outra esfera, uma das premissas básicas do cristianismo também atende pelo pomposo nome de “livre arbítrio”. Não há nada mais antagônico ao propósito nazareno do que a imposição forçosa de uma vontade, um gosto, uma opinião. Ganha quem perde, disse o Rabi, que não era fã das coisas por força ou violência.

Já disse, em outros desaforos, que não gosto de apologética. Não gosto de retórica voltada apenas ao convencimento. A conta me parece bem básica: está provado por A + B que os chatos tentam sempre provar tudo por A + B. Tampouco é porque meus amigos gostam de algo que eu me sinto obrigado a gostar também. Minha cantora favorita já havia dito: “O que eu não gosto é do bom gosto”.

Preâmbulo feito, pergunto: Quem, meu Deus, quem define quais e que pessoas, instituições, políticos, assuntos, vestidos e penteados podem ser criticados? Quem dita quais personagens podem ser criticadas e esculhambadas em twitters, blogs e sites e quais outras personagens podem apenas receber loas e salvas? Talvez seja esta a minha grande desavença com o meio gospel: os intocáveis, os inalcançáveis, os incriticáveis, os inculpáveis, numa palavra, os “ungidos”. [Leia mais ->]

Pois bem, vinte anos atrás, Silas Malafaia era consenso entre TODOS os evangélicos, raça, até então, escondida pelos guetos e achincalhada por qualquer cidadão de bem. Silas era “o bigodudo que não tinha medo de falar ‘as coisas’”. Era ele quem desancava os fiéis de outras religiões. Era ele quem dizia que o povo de Deus devia ser ordeiro, trabalhador e se contentar com o seu pão a cada dia. “Neguinho picareta tinha que apanhar”, vaticinava o dono do vasto bigode.

Consenso maior só Caio Fábio. Até a Globo venerava o reverendo. Bem preparado, ótima retórica, discurso entusiasmado, uma tenacidade viva. Um Billy Graham amazônico. Um C.S Lewis tupiniquim. “Amigo pessoal do John Stott”, lembravam amigos e adversários.

Vinte anos depois, quem viveu como fã tudo aquilo não se conforma. Caio rompeu todos os dogmas, paradigmas e comportamentos do “cristão bonitinho, certinho, arrumadinho”, traiu a mulher, divorciou, casou de novo, foi traído por amigos e segue hoje uma caminhada quase paralela ao segmento gospel brasileiro.

Silas tomou chá de Raul Seixas na veia. Virou a metamorfose ambulante com altíssimas doses de “eu quero dizer agora o contrário do que eu disse antes”. De defensor do caráter e da hombridade cristãos, tornou-se um utilitarista, um pragmático, um “vendilhão da fé”, como corre pela blogosfera apologética brasileira. Hoje vive de achincalhes, como a unção dos 900 e o clube do milhão.

Até aí, tudo bem. A blogosfera gospel se divide entre os dois. E elege novos Judas para malhar [geralmente bizarrices neopentecostais, envolvendo manifestações canhestras de êxtase sobrenatural] e também novos bezerros dourados para adorar [geralmente pastores norteamericanos jovens, bonitos e descolados].

Neste ponto, chego aonde queria [PQP, Tom, tava enrolando esse tempo todo?]. Bato há algum tempo na tecla de que “intolerantes são sempre os outros”.

Uns dois anos atrás me apresentaram o novo “cara”. Jovem, antenado, bem vestido [ao contrário dos Felicianos da vida], com relógios a la Faustão, com orgulho de usar marcas e ter TIVOs em sua luxuosa casa. Dono de uma retórica digna de stand up comedy. Um desprendimento ensaiado e um improviso arquitetado. O discurso aparentava novidade e ousadia. Os vídeos do cara me enchiam e-mail, recados no Orkut, links no twitter, comentários em blogs e meu santo saquinho.

Pois bem, não gostei. Gratuitamente? Não, que não sou de birrinhas. Mas poderia, é meu direito. Não gostei porque tive um déjà vu. Faltava apenas o bigode, a roupa de bicheiro e o sotaque carioca carregado. O novo “cara” veio criticando filmes, falando de cantores, dando pitacos teológicos sobre best-sellers. Por fim, resolveu satanizar James Cameron, o bilionário cineasta, e sua epopeia Avatar.

Obs. Importante: Este texto vai se estender [acabei de reparar nisso], mas deve ser o penúltimo texto que escrevo sobre o gueto gospel. Persevere!

Se você acompanha alguns twitters de gente que eu sigo no twitter, já deve saber que eu estou falando do MEGAMACHOGOSPELCOM3BOLASMAISCOBERTURA Mark Driscoll™. Pronto, Tom. Agora você partiu pra baixaria [já repararam como tenho receio das críticas que vocês me fazem?].

Bom, nem tanto. Não me atinge a ideia testosteronizada do evangelho que ele quer fazer prevalecer. Não me faz diferença pra vida a sua visão limítrofe de bom red neck, feito e perfeito no Bible Belt. Teria eu ficado quieto não gostando do cara, de suas ideias e de suas atitudes. Teria eu ficado na minha, comentando só com quem me pergunta sobre a [falta de] qualidade do material do pastor/autor/sexsimbol/pop priest. Teria eu ficado com minhas indignações ao ler um livrinho chamado Reformissão™ [não, não tem nada a ver com missa grande] e perceber que é apenas um mal-acabado produto de marketing. E ficaria na minha em relação a esse que, assim como tantos outros ventos de doutrina [aha, acharam que eu não tinha lido o velho Paulo, hein?], seria apenas mais um produto da mídia gospel americana a inundar o país tal qual fazem os homens de bem apenas em recipientes de louça fria. Teria até ignorado a engasgada que certo representante direto dele me deu na última Expocristã, quando o questionei mais assertivamente sobre o arcabouço teológico que sustentava a tal Reformissão™. Prensado contra a pilha de livros, ele soltou algo constrangido: nosso pensamento segue a linha reformada de orientação calvinista [nada mais Coll, ops, cool?]. Alguém dirá: qual é o problema em ser reformado e calvinista? Problema algum, desde que se diga com todas as letras. Gente que não se assume ou não tem certeza ou tem medo do que é. Mas nem isso, ele é apenas uma versão jovem de Morris Cerullo e Mike Murdock. Don Miller faria gato e sapato dele. Caio o colocaria no colo e daria palmadas. Acho que até o chamaria de Feliciano fake.

Pois bem, por que não fiquei quieto na minha? Por um único motivo. Porque, além de tudo o que escrevi acima, os editores brasileiros do tal “american dude” contrataram alguém para gerir o perfil PT-br do cara no twitter [o qual não sigo, nunca segui e até pouco tempo atrás nem sabia que poluía a timeline de algumas pessoas]. Ocorre que esse “alguém” deve respirar a testosterona exalada dos poros másculos do novo ídolo gospel e, mostrando todo o preparo e distanciamento exigidos de um profissional, começou a atacar alguns twitteiros que criticavam o Mark Driscoll™ e, por fim, me soltou duas ou três ofensas. Ah, mas o honrado, impoluto e bacana pastor não têm nada a ver com o que fazem em seu perfil brasileiro. Não? Muitos de vocês que me leem acusaram o Marcelo Dourado de ser o responsável pelas atitudes insanas da tal Máfia Dourada, né? Dois pesos e duas medidas são abominação ao Senhor [Sim, eu leio o VT].

Mark Driscoll™ começa com as ofensas. Blogueiro não é quem tem blog. E pastor, quem é?

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Mark Driscoll™ oferece estágio se o blogueiro deixar de ser analfabeto.

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Mark Driscoll™ desce o nível um pouco mais e se mostra como é: preconceituoso e homofóbico.

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Mark Driscoll™ me oferece um "biquinho" (uia) e mostra sua visão cristã sobre quem o critica.

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Chego ao ponto fundamental: por todos os motivos que citei acima, eu não gosto do pastor norte-americano Mark Driscoll™ e de seus velhos preconceitos travestidos de coisas novas e bacanas. Esta é minha opinião e até o presente texto eu a havia guardado para mim e para poucos desafortunados com quem tenho liberdade para compartilhar minhas opiniões. Eu tenho o direito de ter essa opinião. Eu tenho o direito de expressá-la. A falta de respeito pela minha opinião, pela opinião de amigos e pela opinião de quem quer que seja [ainda mais num ambiente plural e democrático como o twitter] mostra que o velho preconceito não sumiu debaixo do verniz que essa gente diz reluzir.

É o “analista de mídias sociais” responsável [e doutrinado] pelo conteúdo do citado pastor que não tem o direito de ofender a mim, a meus amigos ou a quem quer seja por não concordar com minhas críticas ao conteúdo de seu ícone. Pensar que chamar alguém de afeminado, iletrado, velho, fracassado [ou looser, como quer o bacana] seja uma resposta à altura fala apenas do nível da discussão a que esta gente está acostumada e do nível de profissionais que os responsáveis pela marca “Mark Driscoll”™ no Brasil estão contratando. Discuto e aceito qualquer tipo de argumentação baseada no conteúdo em debate. Sair da discussão de ideias e partir para a tentativa de desqualificar com afrontas morais, sexuais e preconceituosas eu não admito. Já bastam os supostos pastores que não saem do twitter e, às escondidas, assediam moças oferecendo “leitinho quentinho”.

Senhores proprietários da franchising “Mark Driscoll”™ no Brasil, façam como indicou a Cleo Morgause e ajam como empresa séria no twitter. A não ser que vocês tenham deliberadamente contratado o ex-diretor da Locaweb ou o filho do Lula para cuidar dessa conta.

p.s.: Meus textos têm por costume não passar em muito a marca das 500 palavras. Este gastou mais de três vezes isso. Mas veja o lado bom, é o penúltimo texto que escrevo sobre o gueto gospel. O próximo servirá de despedida e carta de argumentos para uma blogosfera melhor.

0 thoughts on “Respeitem meu direito de não adorar seus ídolos gospel”

  1. Por mim, você jamais será banido pelo seu direito ao pensamento e à liberdade de opinião. Creio positivamente que Deus nos fez cabeças pensantes e que nossa massa cefálica tem como principal objetivo pensar. Consequentemente, fico com o Max Gehringer: “A sabedoria tende a provocar discórdia, mas a ignorância é sempre unânime”. Serei sua amiga, “pensando” você ou não!

  2. Liberdade de Expressão?? AH não! Tá querendo inventar moda é? Chamem a Glória Perez! Chamem o Caio Fabio! Chamem a galera da Missão Integral!! Chamem os politicamente corretos censuradores desse país que esse cara tá forçando a barra!! Hahaha…

    Eu levanto a bandeira do cristianismo reformado (chamado também de calvinismo), que em sua essência ensina a liberdade religiosa e liberdade de pensamento! Em lugares mais civilizados, numa mesma igreja frequentam um “fundamentalista” chato e cricri como eu junto com um liberal descrente na Bíblia e nem por isso deixam de se amar e não ficam se matando. Sabem se expressar com cordialidade e educação. Por isso me dou bem com você e com o Thiago Bonfim, pois vocês sabem ser gente boa, mesmo sendo pós-modernos demais para o meu gosto.. Heheh.. Mas essa diversidade de opiniões e tolerância, respeito e amor entre os que as defendem é que me encanta no cristianismo!! Na minha igreja mesmo o meu pastor é arminiano e corinthiano. Pode uma coisa dessa? Só milagre mesmo!! Kkkk.. Mas sei que a minha igreja é uma exceção. Eu mesmo já sofri muito em outras comunidades e já até me enveredei pelo neo-liberalismo anti-instituição (ou neo-ortodoxia anarquista, sei lá o rótulo disso!) por ter me decepcionado demais.. Mas nunca tirei da cabeça o Hebreus 10:25 e, graças a Deus, hojes estou numa congregação muito boa!! Aqui no Brasil é difícil encontrar pessoas que respeitem seu direito à liberdade de expressão. Esse direito só é “respeito” até o ponto em que concordam com você, passou disso a censura e a retaliação comem solta.. Já fui neopentecostal (hoje sou inimigo número 2 do neopentecostalismo) e você sabe como um neopetnecostal não pode pensar de maneira nenhuma.. Por isso hoje prezo demais pela liberdade de expressão!!

    Parabéns pelo artigo e pela maneira como se expressa! Continue assim, enquanto eu não jogo você e o Thiago Bonfim na fogueira. Não é nada pessoal! É apenas meu dever de puritano, ok?

    Kkkk

    Abração..

  3. Era só o que faltava. Alguém avisa esses mequetrefes evangélicos que estamos e vivemos num Estado Democrático de Direito.

    Tom, sua resposta foi excelente. Mandou muito bem.

    Só um pedido: não deixe de cutucar a ferida gospel. Não podemos recuar.

    abs.

  4. como ha um bom tempo parei de acompanhar o “mercado” evangélico, nunca nem ouvi falar nesse tal. Mas adorei a ideia do tm no nome dele. infelizmente vira marca mesmo, né. e nao é só ele. tem alguns mais antigos tb que merecem um mr sobrescrito ao lado do nome…
    Tom, liberdade de expressão é ar pra respirar. Se não for assim, não vale a pena tentar se expressar. E obrigada, mesmo, por compartilhar sua liberdade aqui. 🙂

  5. Hey man, blzinha grande texto. Seguinte o twitter é do Tempo de Colheita para divulgar os livros do MD no Brasil. Quanto mais as pessoas escrevem ou twittam isso, mas é gerado um buzz para que os livros ou o twitter do MD sejam vendidos e sendo assim alguém ficar com mais dinheiro no bolso, não que seja uma solução mas ignorar é uma virtude. Mas como eu disse um bom texto.

    Abs

  6. Este é um pesar duplo – de conhecer a postura infantilesca da franquia do Driscol aqui nas terras brasucas (não se iludam lá vai ser igual ou pior em radicalismo e precipitação), e de ver meu amigo Tom querendo abandonar as postagens anti gospels-religiosas-farisaicas-fails.

    Mas vamos nessa de um jeito ou de outro – o Bem vai vencer!

  7. Olá Tom Fernandes,

    O Twitter brasileiro do Pr. Mark Driscoll, NÃO pertence à Editora Tempo de Colheita. Sabemos que ela foi criada, entretanto, não possuímos a senha do mesmo.

    Fico impressionado de ver gente tão cheia de “certeza” e precipitada afirmar que o twitter @mark_driscoll faz parte da administração da Editora.

    Incentivamos traduções voluntárias de vídeos, posts traduzidos no twitter, citações dos livros, e outras informações pertinentes ao autor. O que está fora disso não tem nosso apoio, nem incentivo.

    Respeitamos a livre e respeitosa manifestação contrária.

    Os únicos canais pelo qual a Editora responde são:
    http://twitter.com/tempodecolheita
    http://www.tempodecolheita.com.br
    http://www.tempodecolheita.com.br/blog
    http://www.reformissão.com.br

    Em Cristo

    Filipe Leitão

  8. Caro Tom,

    O álibi do tolo: canonizar um totem (bem animalesco para manter a originalidade) e elegê-lo como representante do pensamento, da idéia, da teologia.

    É confortável para alguns ter a sua representação intelectual, na íntegra, num ente eleito. Daí resta defender com unhas e dentes, pois, enfraquecendo o seu totem, tal escravo intelectual morre.

    O senso crítico dá lugar a subserviência.
    É a irrelevância da coerência que dá lugar a relevância do capachismo.

    Moisés Lourenço
    http://www.merapalavra.blogspot.com
    moisespastorius@yahoo.com.br

    A Nueza da Alma
    http://www.caiofabio.net
    moises@caiofabio.net

  9. Estou num momento novo na minha caminhada cristã e muito bom então comecei a garimpar alguma coisa pela net sobre pastores que falassem algo realmente inovador e conciliador com a graça que eu acabei de conhcer.

    Encontrei o Mark vi alguns videos e algumas resenhas de livro em um primeiro momento gostei muito, mas sempre fiquei com o pé atrás com seus trejeitos e microfone da Madona.

    Retenho o que é bom não gosto de tudo do Caio Fabio e estou longe de ser caiofabionista, mas igual ao Mark tem dias que ele acerta e fala o que é preciso.

    E penso que se eu der as costas para estes “insides” perderei alguma coisa com isso ou que talvez eu esteja peneirando demais as coisas.

  10. meu irmão, temos tantas opiniões, ideias e sentimentos tão parecidos que estou muito impressionada. espero que seja lindo, rico, de olhos claros e solteiro, louco pra casar com uma mulher morena de 58 anos, avó que mora no rio e muito oferecida. me apaixonei, que fazer? fale mais , fale sempre. até da calcanhoto vc tem como sua preferida!! e logo cantando “O que eu não gosto é do bom gosto”. aí, é coincidência d+++++++. bom conhecer vc, que, aliás. foi através de postagem no Buzz do gmail da Dora, irmã na fé em Cristo, que conheço só virtualmente tb. até logo, mas bem logo!

  11. Caríssimo, devo fazer aqui um mea culpa: Já publiquei algumas coisas em meu blog, que hoje não publicaria.
    Sinto-me incomodada com essa falta de pluralidade da blogosfera, essa eleição maniqueísta que estamos fazendo.
    Alguns “santos” tudo podem fazer/falar, outros, por seus nomes constarem na lista negra, ainda que calados, estarão errados…
    Um bom exemplo disso: João Alexandre,( que eu amo de paixão!), compareceu, e cantou no mega evento organizado pela Canção Nova: João Alexandre mostrou sua capacidade de diálogo.
    André Valadão compareceu , e cantou ao show do Rosa de Saron: queima ele gezuis…

    Gostei muito do texto.

  12. NAO É POQUE NAO GOSTO QUE TENHO QUE SAIR FALANDO POR AÍ,PRIMEIRO TEMOS QUE RESPEITAR UNS AOS OUTROS,SEGUNDO ALEM DE RESPEITAR O QUE A BIBLIA FALA,AMAR O PRÓXIMO E SUPORTAR UNS AOS OUTROS,EU POSSO ATE NAO GOSTAR MAIS TENHO QUE AMAR E SUPORTAR AQUELA PESSOA FORA DISSO JA ESTA FORA DA BIBLIA,TEMOS QUE PARAR DE JULGAR E DE TER INVEJA E VIVER REALMENTE OS MANDAMENTOS DE DEUS TODOS E NAO SÓ O QUE ME CONVEM….

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